quarta-feira, 30 de abril de 2014

A farra dos sacos plásticos


(Viki Muniz)

O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora.

O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.

Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.

A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.

No Complexo do Alemão, plásticos não biodegradáveis se juntam ao lixo nas ruas.

No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água - retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis - e dificultam a compactação dos detritos.

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.

A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.

Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.

Mau exemplo: lixão em SP recebe 250 toneladas por dia.

Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.

(...)

É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?

O jornalista André Trigueiro é redator e apresentador do Jornal das Dez, da Globonews, desde 1996. Na Rádio Viva Rio AM (1180 kwz ), Trigueiro apresenta o programa Conexão Verde, de segunda a sexta. Nele, aborda temas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O jornalista é pós-graduado em Meio Ambiente pela MEB COPPE/UFRJ (2001).
Por André TrigueiroFonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/artigos/a_farra_dos_sacos_plasticos.html

terça-feira, 29 de abril de 2014

Oficinas de papel e confecção de brinquedos - 25 e 29 de Abril.


Escola Básica Professor Altino Corsino da Silva Flores



Centro de Educação Municipal Escola do Mar


quarta-feira, 23 de abril de 2014

MARICULTURA:Uma alternativa de alimento


Pescadores, de Di Cavalcanti (Foto: Reprodução/Masc)

A aquicultura hoje é vista como um potencial gerador de alimentos, uma alternativa para suprimento da atual demanda proteica, ou seja, onde fronteiras terrestres já não poderiam mais sofrer expansão. A problemática da geração de alimentos exige medidas rápidas e eficientes.
A utilização do ambiente marinho através da mitilicultura (cultivo de mexilhão) é uma forma sustentável de produção de alimento.
O maior produtor de moluscos do Brasil é Santa Catarina responsável por mais de 90 por cento da produção, com um total de 23.495 toneladas, (dados do ano de 2012) (SANTOS eal., 2012).

A maricultura (cultura de ostras e mexilhões) no litoral catarinense surgiu em 1988 como alternativa para as comunidades costeiras, gerando emprego, renda e resultados sociais na melhoria da qualidade de vida e na fixação de comunidades tradicionais nas regiões litorâneas. Nestas regiões percebe-se que os pescadores dependem muito da pesca artesanal, com a restrição da pesca predatória, o setor entrou em decadência, assim os pescadores tiveram que procurar uma alternativa para sobreviver. Esta alternativa foi a maricultura, cultivo de moluscos bivalves entre eles ostras e mariscos.

Em entrevista com produtores locais da Praia da Serraria, percebeu-se que esta atividade tem gerado renda suficiente para manter estes produtores na comunidade assim como suas famílias. Todos os produtores afirmaram terem grande prazer em realizar esta atividade e viverem perto do mar.
No entanto, nós enquanto população, devemos nos alertar e procurar soluções para que estes ecossistemas costeiros sejam preservados. A demanda de alimentos se torna cada vez mais dependente de fontes alternativas, como a maricultura, portanto a qualidade da água deve ser fonte constante de preocupação.

O Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar vem trabalhando na perspectiva de conscientização de crianças, adolescentes e todos os grupos interessados na questão ambiental tendo como foco principalmente a Baia Norte e rios que deságuam nessa região.




Elis Graziela Andrighetti,
Graduanda em Engenharia de Aquicultura

terça-feira, 22 de abril de 2014

Reciclando o Plástico

     (obra: Viki Muniz - Artista Plástico)

Reciclando o plástico
O plástico, inventado em 1907 com potencial de comercialização, gerou confortos diversos inicialmente, por sua flexibilidade. Logo destronou outras substâncias na confecção de vários objetos. Porém na atualidade o seu uso gera um desconforto proveniente principalmente do descarte inadequado. O problema não atinge somente a espécie humana, mas a muitas outras, principalmente marinhas, onde causa a morte de milhões de indivíduos anualmente.
O Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar tem como um de seus objetivos a conscientização dos problemas ambientais por parte dos estudantes da Rede Municipal de Educação de São José e de outras Redes de Ensino Público, Particular dentro e fora do Município. Por conta dessa conscientização a política dos “três erres” encontra-se em pauta sistematicamente no conteúdo/conceito do CMEA Escola do Mar. Com relação ao plástico principalmente, procuramos focar a necessidade da redução imediata do seu uso, através de atitudes simples do cotidiano, como utilizar apenas uma sacola para carregar mais de um item comprado, ou a reutilização da mesma como produto retornável. Vários tipos de recipientes plásticos possibilitam a sua reutilização bem como a sua recriação, ou seja, vários itens culinários podem ser guardados em recipientes plásticos como também brinquedos podem ser criados a partir de embalagens plásticas. A separação de embalagens plásticas após o uso, bem como a limpeza da mesma, constitui-se numa atitude de grande relevância, pois possibilitará a reciclagem por parte da indústria, além de constituir-se em fonte alternativa de renda para muitas famílias.
Consciência implica em conhecimento e ação, é também a palavra de ordem (atitude), infelizmente não mais para prevenir, mas para tentar resolver um problema de proporção mundial.

Oficinas - Abril 2014

As oficinas ofertadas no Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar tem como pressuposto contribuir para a formação da cidadania, focando na preservação do Meio Ambiente, evidenciando para os alunos a importância da reciclagem e reaproveitamento dos materiais que são diariamente descartados de forma inadequada em nosso planeta, contribuindo para a diminuição da vida útil dos aterros sanitários.


Escola Básica Professor Altino Corsino da Silva Flores

Oficinas de papel e confecção de brinquedos 

Centro de Educação Municipal Escola do Mar

Reciclapel - Oficina de papel






segunda-feira, 7 de abril de 2014

Mostra de Compostagem e Agricultura Urbana.


Oficina oferecida às escolas ambientais de São José – SC, Escola Municipal do Meio Ambiente Parque do Sabiás e Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar, em parceria com SESC – SC e Prefeitura Municipal de São José - SC. 

Boa parte dos resíduos orgânicos produzidos no Brasil são descartados de forma inadequada em aterros sanitários, diminuindo sua vida útil e acima de tudo desperdiçando o grande potencial dos mesmos, visto que os orgânicos podem ser reaproveitados para produção de adubo por intermédio da compostagem.
A compostagem pode ser definida de forma simples como um conjunto de técnicas que transformam o rejeito orgânico em composto (adubo), ou seja, é um processo de Reciclagem no qual microrganismos dentro de condições ideais de temperatura, umidade e aeração transformam o “indesejável” e “desagradável” resíduo orgânico de cada dia em composto.
A CMEA Escola do Mar pratica a compostagem, reiterando seu compromisso com sustentabilidade e educação ambiental, disseminando essa ideia em suas atividades diárias.

Alguns dados:
Em torno de 88% do lixo doméstico vai para o aterro sanitário;
Menos de 3% do lixo vai para as usinas de compostagem(adubo);
Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado;
O lixo inorgânico representa cerca de 20% do total do lixo doméstico;
O Lixo Orgânico representa cerca de 80% do total do lixo doméstico;

Apenas 18% dos municípios brasileiros possuem coleta seletiva.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Aquecimento Global segundo a ONU


Impacto do aquecimento global será ‘grave e irreversível’, diz ONU

O impacto do aquecimento global será “grave, abrangente e irreversível”, segundo um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira (31).
Autoridades e cientistas reunidos no Japão afirmam que o documento é a avaliação mais completa já feita sobre o impacto das mudanças climáticas no planeta.
Integrantes do IPCC dizem que até agora os efeitos do aquecimento são sentidos de forma mais acentuada pela natureza, mas que haverá um impacto cada vez maior sobre a humanidade.
Mudanças climáticas vão afetar a saúde, as moradias, a alimentação e a segurança da população no planeta, segundo o relatório.
O teor do documento foi alvo de intensas negociações em reuniões realizadas em Yokohama. Este é o segundo de uma série de relatórios do IPCC previstos para este ano.
O texto afirma que a quantidade de provas científicas do impacto do aquecimento global dobrou desde o último relatório, lançado em 2007.
“Ninguém neste planeta ficará imune aos impactos das mudanças climáticas”, disse o diretor do IPCC, Rajendra Pachauri, a jornalistas nesta segunda-feira.
O secretário-geral da Associação Mundial de Meteorologia, Michel Jarraud, disse que se no passado as pessoas estavam destruindo o planeta por ignorância, agora já não existe mais esta “desculpa”.

Enchentes e calor

O relatório foi baseado em mais de 12 mil estudos publicados em revistas científicas. Jarraud disse que o texto é “a mais sólida evidência que se pode ter em qualquer disciplina científica”.
Fonte: http://blog.ambientebrasil.com.br/