segunda-feira, 8 de junho de 2015

“Um planeta, um oceano – juntos, temos o poder de os proteger”, apela a ONU no Dia Mundial dos Oceanos


Para assinalar o Dia Mundial dos Oceanos, a família das Nações Unidas está a incentivar a comunidade internacional a refletir sobre os múltiplos benefícios que os oceanos oferecem, tal como apelam ao compromisso em mantê-los saudáveis e produtivos para as gerações atuais e futuras.  

 “Temos de assegurar que os oceanos continuam a servir as nossas necessidades sem colocar em questão as das gerações futuras”, sublinhou o Secretário-Geral Ban Ki-moon na mensagem para assinalar o Dia, adicionando que “as suas profundezas contêm as soluções atuais e futuras para as necessidades energéticas humanas”.
Os oceanos regulam o clima do planeta tal como oferecem uma fonte importante de nutrição e de rotas essenciais para o comércio mundial. O Dia Internacional dos Oceanos é uma oportunidade para celebrar a importância dos oceanos para a vida na terra e ser mais ativo na sua proteção.
Os oceanos geram a maior parte do oxigênio que respiramos, absorvem grandes quantidades das emissões de dióxido de carbono e são economicamente importantes para os países que dependem do turismo, pescas e outros recursos marítimos para obter rendimentos. Também são a base do comércio internacional.
Infelizmente, pressões humanas, incluindo sobre exploração, pescam desreguladas, ilegais e destrutivas, práticas de aquacultura instáveis, poluição marítima, destruição de habitat, espécies exóticas, alterações climáticas e acidificação dos oceanos estão a ter um peso significativo sobre os oceanos e mares do mundo.
Na sua mensagem, Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO, sublinhou que “ em tempo de ameaças emergentes, ‘os negócios de sempre’ não são mais aceitáveis – temos de mudar a maneira como entendemos, gerimos e usamos os recursos marítimos e as áreas costeiras. Por isso, temos de saber mais sobre os oceanos e recorrer a uma ciência mais forte para conceber políticas mais sustentáveis, baseadas em ecossistemas para os oceanos e costas”.
A Assembleia-geral da ONU reconheceu os oceanos e mares como uma parte importante do desenvolvimento sustentável – tal como foi refletido na Declaração do Milénio e nos seus resultados com as metas anti-pobreza mais conhecidos como ODMs. Procurando agora desenhar uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para depois de 2015, os Estados Membros identificaram a proteção dos oceanos como uma das chaves para criar um futuro mais limpo e melhor para o planeta.
“Milhares de milhões de humanos, plantas e animais dependem nos nossos oceanos todos os dias”, afirmou o presidente da Assembleia-geral John Ashe na sua mensagem. “Apelo aos Estados Membros e outras partes interessadas para continuarem a tomar ação para proteger os nossos oceanos através da redução de poluição e proteção da vida marítima para as gerações atuais e futuras”.
Desde 2009 que a família da ONU se reúne todos os anos, apelando às comunidades a garantia de que os nossos oceanos permaneçam limpos e saudáveis. O tema deste ano “Juntos temos o poder de proteger o oceano!” sublinha o poder da colaboração.
Este ano, a comemoração coincide com o 20º aniversário da entrada em vigor da famosa Convenção da ONU sobre o Direito do Mar – conhecida como a “Constituição dos Oceanos” – que oferece um regime legal para todas as atividades marítimas. Também é assinalado o Ano Internacional dos Pequenos Estados Ilha em Desenvolvimento.
The ocean is essential to our well-being and the future of our planet. World Oceans Day is an occasion for all Governments and societies to join forces in ensuring its protection.
O oceano é essencial para o nosso bem estar e para o futuro do nosso planeta. O Dia Mundial dos Oceanos é a ocasião para os governos e sociedades unirem as suas forças para garantir a sua proteção.
 “Um planeta, um oceano – juntos, temos o poder de os proteger”, realçou Irina Bokova.
8 de junho de 2014, Centro de Notícias da ONU/ Traduzido e Editado Por UNRIC
Fonte:http://www.unric.org/pt/actualidade/31499-um-planeta-um-oceano-juntos-temos-o-poder-de-os-proteger-apela-a-onu-no-dia-mundial-dos-oceanos. Acesso em: 08 Jun. 2015

Florianópolis pretende bater recorde de cidade que mais recicla óleo de cozinha



O título de cidade que mais coleta e recicla óleo vegetal no mundo é de Florianópolis desde 2012. Graças ao trabalho do programa ReÓleo, a capital catarinense entrou para o Guinness Book, famoso livro dos recordes, após coletar 18.670 litros do resíduo em um único mês.

O ReÓleo, da Associação Comercial e Industrial de Florianopolis (ACIF), quer superar a marca já registrada e chegar a 20 mil litros coletados. Para tanto, a campanha de arrecadação começou no dia primeiro de junho e vai até 30 de junho.
A iniciativa pretende movimentar toda a comunidade - moradores, proprietários de bares, restaurantes, hotéis, escolas entre outros -, para que deixem de descartar o óleo usado na pia ou jogá-lo direto no solo.
Para participar da campanha e também colaborar com o meio ambiente, basta armazenar o resíduo em garrafas PET e entregar em um dos cerca de 200 pontos de entrega voluntária (PEV's) do programa espalhados por Florianópolis. Todo o óleo coletado seguirá para a empresa Ambiental Santos, parceira do programa, onde será reciclado. Segundo o diretor do Programa ReÓleo, Luiz Falcão, a ideia da campanha é, além do novo recorde, criar em cada pessoa o hábito de descartar corretamente o óleo usado. “É dar continuidade ao ciclo da sustentabilidade, mobilizando e conscientizando crianças e adultos”, explica.
Para atingir o objetivo, o ReÓleo irá promover uma série de atividades pela cidade e uma gincana de arrecadação entre as escolas públicas e particulares já inscritas no programa. Por meio da gincana, as escolas receberão produtos de limpeza conforme a quantidade de óleo arrecadada e a que mais contribuir para a campanha de quebra do recorde, receberá uma verba de três mil reais para ações relacionadas com educação ambiental.
A listagem de PEV's e os endereços para entrega do óleo podem ser acessados aqui. 
Programação Campanha 2015:
29/05 e 12/06 - Caminhada da ACIF pela cidade para sensibilização da população e dos estabelecimentos comerciais sobre a importância de descartar corretamente o óleo de cozinha usado;
01/06 - das 15h às 16h, no auditório da reitoria da UFSC - Abertura da Campanha na Semana Ambiental da UFSC - apresentação de palestra sobre o Reóleo, com o Diretor Luiz Antônio Falcão de Moura;
05/06 - às 15h, no Parque de Coqueiros - Blitz na Semana de Conscientização Ambiental da FLORAM - posto de coleta de óleo vegetal.
08/06 - no NEI Ingleses - Palestra Reciclar é Educar
Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/florianopolis-pretende-bater-recorde-de-cidade-que-mais-recicla-oleo-de-cozinha. Acesso em: 08 de Jan. 2015.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Apenas 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado

30% do lixo produzido no Brasil poderia ser reaproveitado.
Número de municípios que implantaram programas de reciclagem aumentou

No final do ano passado entrou em vigor o Plano Nacional de Resíduos Sólidos como uma forma de incentivar a reciclagem de todo tipo de lixo. O de casa, das ruas, da indústria e do comércio, mas oito em cada dez municípios brasileiros ainda não tem programa de coleta seletiva e os que têm, poderiam reciclar muito mais do que fazem hoje.
Desde domingo (5) supermercados de São Paulo só podem usar sacolinhas feitas de matéria-prima renovável, menos prejudicial ao meio ambiente.
Os brasileiros jogam fora 76 milhões de toneladas de lixo – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a reciclagem.
Em dez anos, o número de municípios que implantaram programas de reciclagem aumentou de 81 para mais de 900. Mas isso não representa nem 20% das cidades.
Curitiba é a capital com melhor programa de reciclagem. Das mais de 1,5 mil toneladas diárias, cento e dez têm potencial pra reciclagem e quase 70% são reaproveitadas.
Mas a reciclagem no Brasil ainda está engatinhando. Veja a situação nas três maiores capitais: 
Em São Paulo, 12,5 mil toneladas de lixo domiciliar são recolhidas todos os dias - 35% são materiais que poderiam ser reciclados, mas só 3% são reaproveitados.

A prefeitura do Rio de Janeiro informou que recolhe cerca de dez mil toneladas de lixo por dia, mas não informou quanto é reciclado. A capital mineira, Belo Horizonte, recolhe 1,8 mil toneladas. Podia reciclar o dobro do que reaproveita.
Quem trabalha em programas de reciclagem diz que falta uma integração maior entre o cidadão, as empresas e o poder público, e um programa que atenda a todos os tipos de lixo.

“Estou falando de outros resíduos que estão na sua casa e não vão ser reciclados: lâmpada fluorescente, medicamentos, parcela de resíduos que não estou falando que é reciclável, mas precisa ter destino adequado senão vai trazer impacto em questão ambiental e saúde”, diz Roseane Souza, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.
“Um pouquinho você vai fazer, o outro vai fazer, todo mundo vai fazendo assim vai ficar uma coisa melhor. Na idade que eu já estou, eu tenho que mostrar para minha neta que ainda tem jeito”, fala a recicladora Célia Fonseca.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A odisseia de uma garrafa plástica


Uma garrafa de plástico descartada inadequadamente começa uma viagem extraordinária cheia de aventuras fantásticas até encontrar o caminho de volta para o seu dono.


O filme, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), é dirigido por Nik Kleverov.

Saiba mais sobre as ações ambientais e de desenvolvimento sustentável em http://www.unep.org/portuguese/wed/



Dia Nacional da Conservação do Solo

Conforme estabelece o Decreto n.º 28.687/82, art. 72, poluição do solo e do subsolo consiste na deposição, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento no solo ou no subsolo de substâncias ou produtos poluentes, em estado sólido, líquido ou gasoso.


A Lei n° 7.876, de 13 de novembro de 1989, institui o Dia Nacional da Conservação do Solo a ser comemorado, em todo o País, no dia 15 de abril de cada ano. Este dia é dedicado para reflexão sobre a conservação dos solos e sobre a necessidade de utilizarmos corretamente este recurso natural e, assim, viabilizarmos a manutenção e mesmo melhoria de sua capacidade produtiva, única forma de aumentarmos de forma sustentável a produção de alimentos, sem degradação ambiental.
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Contaminação dos Solos
Conforme estabelece o Decreto n.º 28.687/82, art. 72, poluição do solo e do subsolo consiste na deposição, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento no solo ou no subsolo de substâncias ou produtos poluentes, em estado sólido, líquido ou gasoso. O solo é um recurso natural básico, constituindo um componente fundamental dos ecossistemas e dos ciclos naturais, um reservatório de água, um suporte essencial do sistema agrícola e um espaço para as atividades humanas e para os resíduos produzidos.
A degradação do solo pode ocorrer por meio da desertificação, uso de tecnologias inadequadas, falta de conservação, destruição da vegetação nele encontrado pelo desmatamento ou pelas queimadas.
A contaminação dos solos dá-se principalmente por resíduos sólidos, líquidos e gasosos, águas contaminadas, efluentes sólidos e líquidos, efluentes provenientes de atividades agrícolas, etc. Assim, pode-se concluir que a contaminação do solo ocorrerá sempre que houver adição de compostos ao solo, modificando suas características naturais e as suas utilizações, produzindo efeitos negativos.
Para que o solo mantenha as múltiplas capacidades de suporte dos sistemas naturais e agrícolas, é fundamental que as suas características estruturais permaneçam em equilíbrio com os diversos sistemas ecológicos. Este condicionamento é tanto mais determinante quanto o tipo de solo é frágil e pouco estável.
A preocupação com os processos de degradação do solo vem sendo crescente, à medida que se verifica que, para além da clássica desertificação por secura, outros processos conducentes aos mesmos resultados se têm instalado, devido a:
  • Utilização de tecnologias inadequadas em culturas de sequeiro.
  • Falta de práticas de conservação de água no solo.
  • Destruição da cobertura vegetal.

Um dos principais fenômenos de degradação dos solos é a contaminação, nomeadamente por:
  • Resíduos sólidos, líquidos e gasosos provenientes de aglomerados urbanos e áreas industriais, na medida em que a maioria são ainda depositados no solo sem qualquer controle, levando a que os lixiviados produzidos e não recolhidos para posterior tratamento, contaminem facilmente solos e águas, e por outro lado, o metano produzido pela degradação anaeróbia da fração orgânica dos resíduos, pode acumular-se em bolsas, no solo, criando riscos de explosão.
  • Águas contaminadas, efluentes sólidos e líquidos lançados diretamente sobre os solos e/ou deposição de partículas sólidas, cujas descargas, continuam a ser majoritariamente não controladas, provenientes da indústria, de onde se pode destacar a indústria química, destilarias e lagares, indústria de celulose, indústria de curtumes, indústria cimenteira, centrais termoelétricas e atividades mineira e siderúrgica, assim como aquelas cujas atividades industriais constituem maiores riscos de poluição para o solo.
  • Efluentes provenientes de atividades agrícolas, de onde se destacam aquelas que apresentam um elevado risco de poluição, como sendo, as agropecuárias intensivas (suinoculturas), com taxa bastante baixa de tratamento de efluentes, cujo efeito no solo depende do tipo deste, da concentração dos efluentes e do modo de dispersão, os sistemas agrícolas intensivos que têm grandes contributos de pesticidas e adubos, podendo provocar a acidez dos solos, que por sua vez facilita a mobilidade dos metais pesados, e os sistemas de rega, por incorreta implantação e uso, podem originar a salinização do solo e/ou a toxicidade das plantas com excesso de nutrientes.
  • Uso desmedido das lamas de depuração e de águas residuais na agricultura, por serem materiais com elevado teor de matéria orgânica e conterem elementos biocidas que deverão ser controlados para reduzir os riscos de acumulação.
  • O processo de contaminação, pode então definir-se como a adição no solo de compostos, que qualitativa e/ou quantitativamente podem modificar as suas características naturais e utilizações, produzindo então efeitos negativos, constituindo poluição. Estando a contaminação do solo diretamente relacionado com os efluentes líquidos e sólidos neste lançados e com a deposição de partículas sólidas (lixeiras), independentemente da sua origem, salienta-se a imediata necessidade de controle destes poluentes, preservando e conservando a integridade natural dos meios receptores, como sendo os recursos hídricos, solos e atmosfera.
A destruição do manto florestal, os incêndios ambientais ou provocados, o sobrepastoreio e as inúmeras obras de urbanização, acelerando os processos erosivos, têm destruído, ao longo dos anos, enormes áreas de solos cultivados. Milhões de toneladas de solos perdem-se todos os anos devido à erosão. Com a introdução da agricultura, o homem modificou o equilíbrio ecológico em numerosas zonas. Muitos animais que no seu ambiente natural são eliminados devido à presença de predadores e parasitas, noutro meio são capazes de aumentar numericamente de forma considerável. Neste processo se deve procurar a origem da maioria das pragas conhecidas.
Para encontrar um novo equilíbrio ecológico e lutar contra os animais e plantas prejudiciais, começaram a utilizar-se, já há vários anos, certos produtos químicos cujo número e eficácia não parou de aumentar. Entre esses produtos destacam-se os pesticidas (fungicidas e inseticidas), agrotóxicos e herbicidas. Mas, o lançamento de quantidades maciças de pesticidas e herbicidas, além de matar os "indesejáveis", destrói muitos seres vivos que interferem na construção do solo, impedindo deste modo a sua regeneração.
Os produtos tóxicos, acumulando-se nos solos, podem permanecer ativos durante longos anos. As plantas cultivadas nestes terrenos infectados podem absorvê-los ainda mesmo quando estes não foram utilizados para o seu próprio tratamento. Assim se explica a existência de pesticidas nos nossos alimentos principais, como o leite e a carne, acabando a sua acumulação por se dar fundamentalmente no homem, que se encontra no fim das cadeias alimentares.

Saiba mais sobre os principais poluentes do solo:

Fonte Poluidora Produto  Químico Efeitos
Inseticidas
DDT
BHC
 Câncer, danos no fígado, embriões e ovos de aves
 Câncer, danos a embriões
Solventes, produtos farmacêuticos e detergentesBenzinaDor de cabeça, náusea, perda de coordenação dos músculos, leucemia
PlásticosCloro VinilCâncer do fígado e do pulmão, atinge o sistema nervoso central
Herbicidas, incineração do lixoDioxinaCâncer, defeitos congênitos, doenças de pele
Componentes eletrônicos, fluídos hidráulicos, luzes fluorescentesPCBsDanos pele e ao sistema gastrointestinal; possíveis carcinógenos
Tintas, gasolina Chumbo Dor de cabeça, irritabilidade, perturbações mentais em crianças; danos ao fígado, aos rins e ao sistema neurológico
Processamento de zinco, fertilizantes, bateriasCâdmioCâncer em animais; danos ao fígado e aos rins
Fonte: Manual Global de Ecologia

A acumulação dos resíduos sólidos constitui hoje também um problema angustiante das sociedades de consumo a que pertencemos. Nos refugos sólidos a que se considerar os lixos domésticos, constituídos de papel, papelão, plásticos, vidros, restos de comida, etc. A acumulação destes lixos podem ser um foco de contaminação ou um excelente meio para o desenvolvimento de insetos e roedores. Além disso, destroem a paisagem, podendo ainda contribuir para a contaminação das águas superficiais e subterrâneas, através da água da chuva, principalmente quando os terrenos são permeáveis.
Disponível em:http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agropecuario/artigo_agropecuario/dia_nacional_da_conservacao_do_solo.html - acesso 15 abr. 2015

Falta de água afetará dois terços da população mundial em 2050

Atualmente, cerca de 40% da população do planeta sofrem com a escassez de água. Foto: Arquivo/Agência Brasil
                                                    Atualmente, cerca de 40% da população do planeta sofrem com a                                            escassez de água. Foto: Arquivo/Agência Brasil

A escassez de água afetará dois terços da população mundial em 2050 devido ao uso excessivo de recursos hídricos para a produção de alimentos, alertou nesta terça-feira, 14 de abril, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
A informação está no relatório Rumo a um futuro com segurança hídrica e alimentar, feito pela FAO e apresentado hoje, no segundo dia do 7º Fórum Mundial da Água (FMA), realizado em Daegu, na Coreia do Sul, até sexta-feira (17).
Atualmente, cerca de 40% da população do planeta sofrem com a escassez de água, uma proporção que aumentará até dois terços em 2050, alerta o documento.
Esse aumento será causado pelo consumo excessivo de água para a produção de alimentos e para a agricultura. Segundo a FAO, atualmente há regiões do planeta em que se utiliza mais água subterrânea do que a armazenada de forma natural. O relatório cita, entre essas áreas, a Ásia Meridional e Oriental, o Oriente Médio, a África do Norte e a América do Norte e Central, acrescentando que em algumas regiões “a agricultura intensiva, o desenvolvimento industrial e o crescimento urbano são os responsáveis pela contaminação das fontes de água.
A FAO pediu aos governos de todo o mundo que “atuem para assegurar que a produção agrícola, pecuária e de peixes seja feita de forma sustentável e que ajudem a preservar os recursos hídricos”.
Seguranças alimentar e hídrica
“As seguranças alimentar e hídrica estão estreitamente ligadas”, declarou o presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, ao apresentar o relatório. Ele defendeu uma agricultura centrada na sustentabilidade mais do que na rentabilidade imediata.
“Acreditamos que com o desenvolvimento dos enfoques locais e os investimentos adequados, os líderes mundiais podem assegurar que haverá volume suficiente, qualidade e acesso à água para garantir a segurança alimentar em 2050 e mais além”, disse Braga.
Agricultura
De acordo com o documento, em 2050 serão necessários 60% a mais de alimentos no mundo, enquanto a agricultura continuará a ser o maior consumidor de água.
Mesmo com o aumento da urbanização, em 2050 grande parte da população mundial continuará a ganhar a vida com a agricultura, apesar de o setor ser afetado com a redução do volume de água disponível devido à competição com as cidades e as indústrias.
Nesse cenário, os agricultores e, sobretudo, os pequenos agricultores terão de encontrar novos caminhos “por meio da tecnologia e das práticas de gestão” para aumentar a produção, com disponibilidade limitada de terra e de água, destaca o documento. (Agência Brasil/ #Envolverde)
* Publicado originalmente pela Agência Lusa e retirado do site Agência Brasil.
(Agência Lusa) 

Fonte: http://envolverde.com.br/ambiente/falta-de-agua-afetara-dois-tercos-da-populacao-mundial-em-2050/ acesso em 15 Abr. 2015.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Mortandade de moluscos é monitorada no litoral catarinense



Segundo Epagri, há problemas também no cultivo de ostras e mexilhões.


Em Porto Belo mortandade foi registrada na praia de Perequê (Foto: Prefeitura de Porto Belo/Divulgação)

A mortandade de moluscos começou a ser monitorada na Grande Florianópolis e em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural em Santa Catarina (Epagri), há registros de problemas no desenvolvimento de ostras, mexilhões e algas em Florianópolis,  Palhoça, São José e Governador Celso Ramos, além da morte de berbigões.
"A gente conclui que seja consequência dessa chuva intermitente. Com a chuva os rios trazem muita matéria orgânica para o oceano. O excesso de água doce e a alta temperatura da água causam um estresse fisiológico", explica o engenheiro agrônomo da Epagri e doutor em Aquicultura, Alex Alves dos Santos.

Segundo ele, a extração de berbigão e o cultivo dos demais moluscos são afetados, pois os alimentos ficam debilitados e, em alguns casos, morrem. "A defesa deles é desovar, eles ficam desovando, desovando até esgotar sua energia e afeta a venda também porque a maioria está bem debilitado", detalha Santos.

De acordo com a Secretaria de Pesca e Maricultura de Florianópolis, na tarde desta quinta-feira (12) uma reunião entre o órgão e o setor de Aqüicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi realizada para tentar resolver o problema na capital.
Em Porto Belo foi coletado material na quarta-feira (11) pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) que será encaminhado para análises no Laquacen, Laboratório Oficial Central do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Minas Gerais. Uma nova amostra, desta vez da água, foi retirada nesta quinta (12). A previsão é que o resultado chegue em até 15 dias.
Amostras do molusco foram coletadas em Porto Belo na quarta (11) (Foto: Prefeitura de Porto Belo/Divulgação)
"Já realizamos coletas quinzenais no município para identificação de algas nocivas e nível de coliformes fecais. A coleta desta semana é feita em caráter emergencial, devido a grande quantidade de moluscos encontrada na beira da praia", explica Juliano Ebert, da Cidasc de Porto Belo.

De acordo com a Secretária de Pesca de Florianópolis, desde o carnaval o problema é relatado por produtores e maricultores da capital. Segundo Juliano Ebert, os mexilhões são extremamente sensíveis à alteração de salinidade da água e aumento de temperatura.

"Em outras épocas já proibimos o consumo devido à contaminação por algas tóxicas na região da Costa Esmeralda. Todo o cuidado é pouco, já que em Porto Belo temos áreas de cultivo", afirmou o secretário de Pesca e Aquicultura de Porto Belo, Fernando Amadeu Raulino. Em Florianópolis a secretaria solicitou apoio da Epagri para solucionar o problema.

De acordo com o engenheiro agrônomo Alex dos Santos, com o fim da frequência de chuvas e diminuição das temperaturas os moluscos devem voltar a se desenvolver normalmente.
Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/03/mortandade-de-molusco-e-monitorada-no-litoral-catarinense.html
Acesso em: 30 mar. 2015