segunda-feira, 30 de março de 2015

Mortandade de moluscos é monitorada no litoral catarinense



Segundo Epagri, há problemas também no cultivo de ostras e mexilhões.


Em Porto Belo mortandade foi registrada na praia de Perequê (Foto: Prefeitura de Porto Belo/Divulgação)

A mortandade de moluscos começou a ser monitorada na Grande Florianópolis e em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural em Santa Catarina (Epagri), há registros de problemas no desenvolvimento de ostras, mexilhões e algas em Florianópolis,  Palhoça, São José e Governador Celso Ramos, além da morte de berbigões.
"A gente conclui que seja consequência dessa chuva intermitente. Com a chuva os rios trazem muita matéria orgânica para o oceano. O excesso de água doce e a alta temperatura da água causam um estresse fisiológico", explica o engenheiro agrônomo da Epagri e doutor em Aquicultura, Alex Alves dos Santos.

Segundo ele, a extração de berbigão e o cultivo dos demais moluscos são afetados, pois os alimentos ficam debilitados e, em alguns casos, morrem. "A defesa deles é desovar, eles ficam desovando, desovando até esgotar sua energia e afeta a venda também porque a maioria está bem debilitado", detalha Santos.

De acordo com a Secretaria de Pesca e Maricultura de Florianópolis, na tarde desta quinta-feira (12) uma reunião entre o órgão e o setor de Aqüicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi realizada para tentar resolver o problema na capital.
Em Porto Belo foi coletado material na quarta-feira (11) pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) que será encaminhado para análises no Laquacen, Laboratório Oficial Central do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Minas Gerais. Uma nova amostra, desta vez da água, foi retirada nesta quinta (12). A previsão é que o resultado chegue em até 15 dias.
Amostras do molusco foram coletadas em Porto Belo na quarta (11) (Foto: Prefeitura de Porto Belo/Divulgação)
"Já realizamos coletas quinzenais no município para identificação de algas nocivas e nível de coliformes fecais. A coleta desta semana é feita em caráter emergencial, devido a grande quantidade de moluscos encontrada na beira da praia", explica Juliano Ebert, da Cidasc de Porto Belo.

De acordo com a Secretária de Pesca de Florianópolis, desde o carnaval o problema é relatado por produtores e maricultores da capital. Segundo Juliano Ebert, os mexilhões são extremamente sensíveis à alteração de salinidade da água e aumento de temperatura.

"Em outras épocas já proibimos o consumo devido à contaminação por algas tóxicas na região da Costa Esmeralda. Todo o cuidado é pouco, já que em Porto Belo temos áreas de cultivo", afirmou o secretário de Pesca e Aquicultura de Porto Belo, Fernando Amadeu Raulino. Em Florianópolis a secretaria solicitou apoio da Epagri para solucionar o problema.

De acordo com o engenheiro agrônomo Alex dos Santos, com o fim da frequência de chuvas e diminuição das temperaturas os moluscos devem voltar a se desenvolver normalmente.
Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/03/mortandade-de-molusco-e-monitorada-no-litoral-catarinense.html
Acesso em: 30 mar. 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

17 curiosidades sobre a água que você talvez não saiba

A água é essencial para que haja vida.




A água é essencial para que haja vida. Ela está presente em cada célula do corpo humano e é necessária para a produção de alimentos e qualquer tipo de bem de consumo. Neste domingo (22) é comemorado o Dia MUndial da Água, para celebrar esta data, o CicloVivo separou uma lista com 17 curiosidades sobre este recurso que podem mudar a forma como você enxerga este recurso:
1. O corpo humano de um adulto possui até 65% de água em sua composição. Em um recém-nascido o número é ainda maior: 78%.
2. O planeta Terra também é conhecido como o Planeta Água. A justificativa para o nome deve-se ao fato de que 70,9% de sua superfície é coberta por água.
3. Apenas 3% da água do mundo é doce. Deste total, 70% está na forma de gelo ou no solo.
4. 12% da água doce do mundo está no Brasil. O país é privilegiado por seus aquíferos, que armazenam a água no solo.
5. O Aquífero Guarani é o maior do mundo. Ele se estende por uma área média de 1,2 milhão de km2 e reserva, aproximadamente, 45 mil quilômetros cúbicos de água.

Foto: iStock Photo
6. Existe mais água na atmosfera do que em todos os rios do mundo juntos.
7. De acordo com a ONU, existem 783 milhões de pessoas no mundo que vivem sem água potável. Em 2025 esse número pode chegar a 1,8 bilhão.
8. Na América Latina são 36 milhões de pessoas sem acesso à água de boa qualidade.
9. Enquanto nos EUA as pessoas gastam, em média, 370 litros de água por dia, os africanos usam de sete a dezenove litros.
10. Por não terem acesso à estrutura de saneamento básico, mulheres e crianças na África Subsaariana perdem até seis horas do dia caminhando longas distâncias para encher baldes de água. Em apenas um dia, a soma dessas viagens cobriria a distância de ida e volta à Lua.
11. Em média, 2/3 da água do mundo é usada para a produção de alimentos, em especial à agricultura e pecuária.
12. Nos EUA, 26% da água usada nas residências é gasta apenas em descargas.
13. Uma torneira que goteja a cada segundo pode vazar três mil litros em um ano.
14. Em São Paulo, os vazamentos nas redes de distribuição geram desperdício de 980 bilhões de litros de água por ano, em média, 30% da água tratada no município. Em Nova York são perdidos 13 trilhões.
15. Para fazer uma calça jeans são necessários, aproximadamente, dez mil litros de água.
16. Para produzir um quilo de manteiga são necessários 18 mil litros de água e para um quilo de carne gasta-se 15.400 litros.
17. Um banho de 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água. Uma mangueira aberta pelo mesmo tempo pode desperdiçar até 280 litros. 
Diante destes fatos, é impossível não valorizar a água que chega até a sua casa. Faça sua parte, economize cada gota!
Disponível em: http://ciclovivo.com.br/noticia/17-curiosidades-sobre-a-agua-que-voce-talvez-nao-saiba
Acesso em: 20 Mar. 2015.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Procuram-se! Mares e oceanos: vivos ou mortos?

O meio ambiente marinho é complexo e inacessível. É difícil e caro estudá-lo. Além disto, as jurisdições nacionais e internacionais, acordos regionais e globais e prioridades conflitantes trazem mais complicações.

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Os oceanos do Planeta e seus mares adjacentes, assim como os recursos biológicos e não biológicos que contêm, são essenciais para a sobrevivência da vida tal como a conhecemos. A sustentabilidade do ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que ingerimos e o clima em que vivemos depende da saúde dos nossos oceanos e mares. 
As áreas costeiras que bordam os oceanos e os mares são o hábitat de 50% da população mundial. Quarenta e quatro dos países do mundo são Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento que dependem especialmente dos oceanos. Nos oceanos, as costas e ilhas são suporte para uma enorme gama de atividades humanas de grande valor e importância. 
A pesca, por exemplo, é uma atividade econômica e social importante, que sustenta direta e indiretamente a 400 milhões de pessoas. A agricultura marinha é uma indústria que cresce rapidamente e representa trinta por cento do consumo mundial de pescado. Além do mais, a indústria de viagens e turismo é o setor da economia mundial que cresce com maior rapidez, especialmente em áreas costeiras e marinhas. As distintas atividades humanas realizadas nos ocea nos, costas e ilhas exercem uma pressão cada vez mais intensa na integridade dos ecossistemas costeiros e marinhos, cujos recursos vêm sendo ameaçados por exploração demasiada. 
Na atualidade, 75% dos recursos pesqueiros mundiais são explorados plenamente ou em excesso; 70% das 126 espécies de mamíferos marinhos estão ameaçadas; 50% dos mangues do mundo foram perdidos; e estão sendo destruídos rapidamente importantes hábitats de algas marinhas. A busca de segurança alimentar para uma população humana crescente está levando a produção agrícola intensiva baseada em uma maior utilização de fertilizantes, pesticidas, herbicidas, contribuindo assim para deterioração dos ecossistemas costeiros e marinhos. 
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O meio ambiente marinho é complexo e inacessível. É difícil e caro estudá-lo. Além disto, as jurisdições nacionais e internacionais, acordos regionais e globais e prioridades conflitantes trazem mais complicações. Como resultado, cooperações intergovernamentais são necessárias se as conseqüências globais tiverem que ser encaminhadas e resolvidas. Isso requer instituições globais e regionais fortes que tragam cientistas, pesquisas e mentores políticos juntos. 
Requer também o envolvimento e a participação integral de comunidades locais e investidores que têm relação direta com o ambiente marinho e sua proteção. Além disso, os futuros avanços relativos aos oceanos, como a exploração e o gerenciamento de recursos recentemente acessíveis, seguramente irão requerer um planejamento coerente e integrado de cooperação internacional e uma gestão cuidadosa dos ecossistemas frágeis. 
A proteção dos oceanos e dos mares é um tema que interessa particularmente a UNESCO. A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO, única organização do Sistema das Nações Unidas especializada em ciências e serviços oceânicos, tem se dedicado plenamente durante os últimos 44 anos a melhorar nossa compreensão dos mares e oceanos e seus recursos, em particular agregando países e interlocutores para estabelecer um Sistema Mundial de Observação dos Oceanos. 
A UNESCO sempre tem procurado trazer o poder da ciência e tecnologia para sustentar as necessidades dos oceanos, costas e ilhas, e isto requer que os resultados da ciência se tornem amplamente disponíveis aos governos e distintos segmentos da sociedade. Além do mais, a UNESCO tem posto grande ênfase na necessidade de preservar nosso patrimônio natural e cultural comum. De fato, a combinação entre ciência e cultura, patrimônio natural e cultural, e desenvolvimento socioeconômico e proteção ambiental colocam a UNESCO no centro dos esforços atuais para garantir o desenvolvimento sustentável dos oceanos, costas e ilhas. 
Na Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, celebrada em Agosto e Setembro de 2002, os governos acertaram um plano de ação, com determinados objetivos e calendários de atividades, para tentar sanar os múltiplos problemas e ameaças que enfrentam o desenvolvimento sustentável dos oceanos, costas e ilhas. 
Estes objetivos e calendários representam um consenso mundial importante, alcançado ao nível político mais alto, sobre a necessidade de adotar medidas urgentes. O pressuposto em que se baseia este programa de ação é o de que o mundo é ainda capaz de adotar decisões pertinentes, ainda que haja pouco tempo para isso. Com efeito, se fizermos muito pouco e muito tarde, teremos optado por deixar morrer nossos oceanos e mares.
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a UNESCO reafirma seu compromisso para com o desenvolvimento sustentável em geral, e com o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente oceânico em particular. Frente às sombrias alternativas que se colocam a nós, é indispensável adotar decisões oportunas e com conhecimento de causa para que nossos oceanos, mares e ilhas sigam vivos. 
Koichiro Matsuura - Diretor-Geral da UNESCO 
 Fonte:http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/artigos_agua_salgada/procuramse%21_mares_e_oceanos%3A_vivos_ou_mortos%3F.html?query=calendario+ambiental+#
Acesso em:18 Mar. 2015

Confira calendário com as datas comemorativas do Meio Ambiente


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Janeiro

11 – Dia do Combate da Poluição por Agrotóxicos


Fevereiro

2 - Dia Mundial das Zonas úmidas

6 – Dia do Agente de Defesa Ambiental

22 – Aniversário do IBAMA


Março

1 -  Dia do Turismo Ecológico

2 – Aniversário do serviço Florestal Brasileiro – SFB

16 - Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas

21 – Dia Mundial Florestal

22 – Dia Mundial da Água


Abril

15 – Dia da Conservação do Solo

17 – Dia Nacional de Botânica

19 – Dia do Índio

22 – Dia da Terra

28 – Dia da Caatinga


Maio

3 – Dia do Sólo e do Pau-Brasil

5 – Dia do Campo

22 – Dia Internacional da Biodiversidade

27 -  Dia da Mata Atlântica


Junho

5 – Dia Mundial do Meio Ambiente

8 – Dia Mundial dos Oceanos

13 – Aniversário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro

17 – Dia Mundial de Combate à Desertificação


Julho

10 – Aniversário de criação do Fundo Nacional do Meio Ambiente

12 – Dia do Engenheiro Florestal

17 – Dia da Proteção das Florestas


Agosto

14 – Dia do Controle da Poluição Industrial

28 – Aniversário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio


Setembro

3 – Dia Nacional do Biólogo

5 – Dia da Amazônia

11 – Dia Nacional do Cerrado

16 – Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio

20 – Dia Internacional da Limpeza de Praia

21 – Dia da Árvore

22 – Dia da Defesa da Fauna


Outubro

3 – Dia Nacional das Abelhas

5 – Dia das Aves

12 – Dia Mundial para a Prevenção de Desastres Naturais e Dia do Mar

15 – Dia do Consumo Consciente

16 – Dia Mundial da Alimentação


Novembro

19 - Aniversário do Ministério do Meio Ambiente


Dezembro

10 – Dia Internacional dos Povos Indígenas

19 – Aniversário da Agência Nacional de Águas - ANA


Fonte:http://www.mma.gov.br/comunicacao/datas-comemorativas

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Pesquisa quer transformar bagaço de uva em barrinha de cereais e cosmético.

Plantação de uvas da Embrapa
Plantação de EMBRAPA.
O bagaço da uva que sobra após a fabricação do vinho pode virar barrinha de cereais, bebida probiótica (benéfica para o intestino), farinha e óleo. A proposta é de um estudo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
A cada 100 litros de vinho processados, são gerados 30 quilos de resíduos, o que equivale a 210 mil toneladas por ano, segundo a Embrapa. O bagaço da uva --que inclui a casca, a semente e os cabinhos (chamados de engaço)-- normalmente é descartado. 
O bagaço pode ser transformado em um extrato rico em fibras, proteínas e compostos químicos antioxidantes (chamados de compostos fenólicos), com potencial de gerar produtos inovadores e funcionais, afirma Lourdes Cabral, pesquisadora da Embrapa. 
Esse composto poderia ser usado pela indústria de alimentos, farmacêuticas e de cosméticos, segundo a pesquisadora. Segundo Lourdes, os consumidores têm buscado produtos naturais e, por isso, as indústrias se veem pressionadas a buscar alternativas aos aditivos químicos.
"O principal desafio é gerar processos tecnicamente viáveis, mas que sejam economicamente competitivos", diz.
Ainda não existe parceria concreta com a iniciativa privada para a produção do extrato a partir do bagaço da uva, segundo Lourdes. Apenas uma indústria de ingredientes para cosméticos mostrou algum interesse.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2008 pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Destino atual

Atualmente, os produtores de vinho pagam para outras empresas retirarem os resíduos da fábrica, diz a pesquisadora.
Segundo ela, uma parte desses resíduos é vendida ou doada como fertilizante, e há ainda um composto que é formado na fabricação do vinho, chamado tartarato, que costuma ser vendido por algumas fábricas.
"Mas, de um modo geral, ainda não há um aproveitamento importante do bagaço", diz.

Bagaço pode contaminar o ambiente

Mesmo sendo de fonte natural, a matéria orgânica gerada na decomposição do bagaço de uva pode contaminar o ambiente.
"Além da grande quantidade de resíduos gerados, em torno de 16% do total de frutas processadas, eles são produzidos durante curto intervalo de tempo [a safra da uva dura aproximadamente três meses] e apresentam características poluentes, como baixo pH e elevados teores de compostos que resistem à degradação biológica", afirma a pesquisadora.
(Com Agência Brasil)

Praça de Campinas é revitalizada e recebe sistema de despoluição do Rio Araújo.



A Praça de Campinas foi um dos quatro espaços revitalizados pela parceria da Prefeitura e empresas da construção civil
A Praça de Campinas foi um dos quatro espaços revitalizados pela parceria da Prefeitura e empresas da construção civil
Os moradores do bairro Campinas e da Rua Santo Antônio, em Barreiros, agora têm espaços mais adequados ao lazer e descanso. As praças destas localidades acabam de ser totalmente revitalizadas a partir de uma parceria entre a Prefeitura de São José e a iniciativa privada. A prefeita Adeliana Dal Pont fará, nesta quarta-feira, a partir das 10 horas, uma visita ao local para fazer a entrega das praças revitalizadas à comunidade.
O projeto de adoção de praças é uma parceria da Prefeitura com as empresas de construção civil, como forma de compensação ambiental. O projeto começou a ser desenvolvido em janeiro e, até agora, quatro praças de São José já foram adotadas. A Praça de Campinas, localizada entre a Avenida Josué di Bernardi e a Rua Irmãos Vieira, foi recuperada pela L.U.S.C Administradora de Bens, Participações e Investimentos e Habitange Empreendimentos e Engenharia. Já a Praça localizada entre as ruas Santo Antônio e Xangrilá foi adotada pela Amaral Construção e Incorporação.
A praça recebeu lixeiras adequadas e bancos de material ecológico. As pedras do calçamento foram revitalizadas e toda a grama replantada
A praça recebeu lixeiras adequadas e bancos de material ecológico. As pedras do calçamento foram revitalizadas e toda a grama replantada
Segundo o superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente, Eduardo Bastos, a adoção de espaços públicos é uma forma de legalizar as empresas que estão com alguma pendência com instituição. “Esta parceria é uma medida compensatória. Ao invés de aplicarmos multas, fazemos a proposta de adoção”, resume.
No entanto, Bastos destaca que a compensação não desobriga a empresa de se adequar às exigências da lei e de seguir todo o processo de licenciamento. “Acredito que, com esta iniciativa, todos ganham. Ganha a cidade e a Prefeitura com a redução dos custos de manutenção do espaço, ganha a empresa que passa a ter a visibilidade com a requalificação urbana e passa a agregar a preocupação com o meio ambiente”, assinala o superintendente.
Junto ao Rio Araújo, foi instalado um novo sistema que age da despoluição das águas
No Rio Araújo, foi instalado um novo sistema que age da despoluição das águas
Projeto inovador
A Praça de Campinas se tornou um espaço funcional que, além do papel social, presta um importante serviço ao meio ambiente. A partir de agora, o local está equipado com uma tecnologia de despoluição de rio, capaz de ajudar na recuperação do Rio Araújo. O projeto é resultado da parceria entre Prefeitura de São José, através da Fundação Municipal do Meio Ambiente, e a Habitenge Empreendimentos e Engenharia.
Quem passa pelo local revitalizado pode até não perceber, mas todo o projeto foi pensado para que a água, retirada do rio por meio de uma bomba, seja tratada pelas plantas do jardim e retorne em condições de uso. Para isso, foram instalados três tanques de tratamento que trabalham a descontaminação, desinfecção e injeção de oxigênio no líquido. Toda tubulação está por baixo do calçamento, o que diminui ainda mais o impacto ambiental.
O engenheiro químico Jocenil Soares, responsável pelo projeto técnico da praça, explica que as plantas são essenciais para o processo, funcionando como uma bomba de oxigênio em um aquário
O engenheiro químico Jocenil Soares, responsável pelo projeto técnico da praça, explica que as plantas são essenciais para o processo, funcionando como uma bomba de oxigênio em um aquário
O Rio Araújo está com a carga de oxigênio baixa, o que dificulta a existência de peixes e o desenvolvimento plantas no seu leito. Para colaborar na renovação deste ecossistema, a estação de tratamento é capaz de recuperar 15m³ de água por hora. “Nosso projeto prevê dobrar esse rendimento até o próximo ano”, afirma o engenheiro químico Jocenil Soares, responsável pelo projeto técnico de toda a praça.
Algumas plantas são essenciais neste processo. Como a alface d’água (Pistia Stratiotes), por exemplo, que funciona como uma bomba de oxigênio em um aquário. “As raízes dela funcionam como um filtro, capazes de produzir 1kg de oxigênio por metro cúbico”, esclarece Soares. Além disso, para transformar toda a demanda bioquímica em carga orgânica é necessário utilizar carvão, argila e pedras. A água, depois do tratamento, é utilizada também para molhar a grama da própria praça.
Junto ao rio, , foram instalados três tanques de tratamento que trabalham a descontaminação, desinfecção e injeção de oxigênio na água
Junto ao rio, foram instalados três tanques de tratamento que trabalham a descontaminação, desinfecção e injeção de oxigênio na água
Junto com Soares, a equipe da empresa Módulo Verde Ambiental trabalhou no levantamento e execução de todo o projeto. Para reconstruir toda praça foi necessário investir R$ 232 mil. “Se utilizássemos outra tecnologia teríamos um gasto cinco vezes maior para ter esse mesmo desempenho”, afirmou. Ele estudou Água e Reuso em Madrid, na Espanha, e explica que, por ser barata e viável, a tecnologia de jardins filtrantes já é realidade em outros países, como a França e a Alemanha.
Além do rio, toda a praça foi recuperada. Com apoio da Guarda Municipal foi necessário retirar os moradores de rua e investir na recuperação da função social do local, como um espaço de integração para a comunidade. “Agora está com uma aparência totalmente diferente e outras pessoas estão aproveitando a limpeza do local”, constatou Gabriel Pierre da Rosa, que trabalha em frente à praça e acompanhou toda a mudança de pertinho.
O objetivo da Prefeitura é que a Praça permaneça como um local de convivência para a comunidade e um espaço de educação ambiental
O objetivo da Prefeitura é que a Praça permaneça como um local de convivência para a comunidade e um espaço de educação ambiental
No local, foram instaladas lixeiras adequadas e bancos de material ecológico. As pedras do calçamento, também, foram revitalizadas e toda a grama plantada é nova. “Com o projeto de jardinagem, trocamos toda a terra e grama dos canteiros. O material utilizado garante que mais vitalidade ao espaço”, destacou Soares, ao contar que foram precisos 12 caminhões de terra para fazer toda a substituição.  
Agora, o próximo passo é identificar o local com placas informativas e investir na Educação Ambiental. “Queremos tornar esse projeto referência na região”, pontua o engenheiro. Para isso, os estudantes das escolas municipais e das universidades serão convidados a conhecer o sistema da praça, por meio de visitar técnicas. Até o próximo ano, a manutenção do espaço é responsabilidade das empresas que assumiram a revitalização.
Fotos: Daniel Pereira – Secom/PMSJ

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MagLev: Transporte público eficiente, não poluidor e com custos de implantação e manutenção competitivos, e o Brasil está na vanguarda tecnológica.

Como funcionam os trens que flutuam sobre os trilhos?

por Por Renato Domith Godinho
Foto do protótipo.
Eles conseguem fazer isso graças a poderosos eletroímãs - peças que geram um campo magnético a partir de uma corrente elétrica - instalados tanto no veículo quanto nos trilhos. Os maglevs (abreviação de "levitação magnética"), como são chamados, nada têm a ver com os famosos trens-bala que circulam no Japão e na Europa com motores elétricos e rodas comuns e atingem até 300 km/h. Já os maglevs, que ainda não entraram em operação em nenhum lugar do mundo, poderão superar os 500 km/h, pois não sofrerão nenhum atrito com o solo. As vantagens não param por aí. Eles consumirão menos energia, serão mais silenciosos e não precisarão de tanta manutenção. A expectativa é de que esses trens flutuantes possam competir até com vôos regionais, revolucionando o transporte entre cidades.
Um maglev venceria a distância entre Rio e São Paulo em 50 minutos, praticamente o mesmo tempo da ponte aérea, mas a um custo bem inferior. Por que, então, eles ainda não estão em funcionamento? O problema é o enorme investimento necessário para instalar linhas totalmente novas - enquanto os trens-bala comuns podem aproveitar as ferrovias já existentes.
Transporte revolucionárioO trem alemão Transrapid levita a 10 milímetros de altura
CABINE DE COMANDO
Apesar de ter, na frente, uma cabine de comando tripulada, como os trens tradicionais, o maglev não possui uma locomotiva propriamente dita, já que o "motor" não fica no trem e sim nos trilhos inteiros. Cada vagão tem seus próprios ímãs e é capaz de levitar sozinho
TRILHOS MAGNÉTICOS
O verdadeiro motor do maglev está na linha que ele irá percorrer. Uma bobina de cabos ao longo dos trilhos produz um campo magnético variável que impulsiona o trem a velocidades de até 500 km/h. Para economizar energia, apenas a parte da linha sobre a qual o trem está passando permanece ligada
CHASSI INFERIOR
Essa estrutura embaixo dos vagões carrega os ímãs responsáveis pela levitação e pela direção do veículo. Apesar de envolver as guias da linha (para evitar descarrilamento), o chassi não toca nelas e fica suspenso no ar, a 10 milímetros de distância
ÍMÃS DE DIREÇÃO
Quatro eletroímãs, dois de cada lado do trem, são atraídos para a guia. O resultado é um equilíbrio de forças (seta amarela) que impede o trem de tocar nos trilhos. Nas curvas, a potência dos ímãs é automaticamente ajustada por computadores para que o trem vire suavemente, sem solavancos
ÍMÃS DE LEVITAÇÃO
Ficam embaixo dos trilhos e apontados para cima, sustentando o trem no ar com sua força magnética (seta verde). São eles que impulsionam o trem para a frente, reagindo às variações na corrente elétrica que passa pela linha
BOBINA DE CABOS
A bobina é formada por três cabos elétricos trançados que percorrem todo o trilho. A diferença de corrente elétrica entre eles gera o campo magnético que faz o trem avançar (seta vermelha). Para freá-lo, basta inverter a direção desse campo.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-funcionam-os-trens-que-flutuam-sobre-os-trilhos
http://www.maglevcobra.coppe.ufrj.br/veiculo.html
Acesso em: 06 out. 2014.