quarta-feira, 13 de abril de 2016

Escola do Mar de São José promove projetos sustentáveis para alunos da rede municipal

Os alunos do CEM Santa Ana visitaram o Projeto Águas de São José no último dia 4

O Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar de São José promove projetos sustentáveis para os alunos da rede municipal de ensino desde 2005, com o objetivo de conscientizar sobre a preservação do meio ambiente. No último dia 4, foi a vez dos alunos do 4º ano do CEM Santa Ana, que visitaram o Projeto Águas de São José, que busca a conscientização ambiental, focando inicialmente na realidade das bacias hidrográficas do município e a orla marítima.
Durante a aula expositiva, os estudantes interagiram destacando algumas ações como, por exemplo, evitar o desperdício de água ao lavar louça, evitar a demora na hora de escovar os dentes e tomar banho, além de não jogar lixo em ruas, rios e lagos. 
A Escola do Mar tem uma proposta pioneira e diferenciada. Um exemplo é o Barco Escola, recém-restaurado, uma sala de aula flutuante para atividades práticas, onde os alunos registram in loco o que foi estudado na teoria.
Durante a aula expositiva, os estudantes interagiram destacando
ações, por exemplo, evitar o desperdício de água ao lavar louça.
O diretor da Escola do Mar, Marcelo Cipriani, destaca que a interação com os alunos faz com que eles apontem os pontos positivos e negativos dos bairros onde moram, relacionando com os conteúdos e conceitos. “Sabemos da necessidade constante da reflexão acerca dos problemas e soluções para viabilizar qualidade de vida para a população. É nesse contexto que a Escola do Mar encaminha o trabalho, proporcionando a possibilidade de conhecer mais sobre educação ambiental”, salienta Cipriani.
Localizada no bairro Serraria, a Escola do Mar tem como proposta sensibilizar sobre práticas sustentáveis como o lixo, poluição dos rios e mares, redução de consumo, reciclagem, reaproveitamento de materiais, horta escolar, qualidade de água e maricultura.
O Barco Escola é uma sala de aula flutuante para atividades
práticas, onde os alunos registram o que foi estudado na teoria.
Entre os projetos estão o Barco Escola, Resíduo e Arte, Reciclagem de Papel – Reciclapel, Fortalezas da Baia Norte da Ilha de SC, Águas de São José, O Homem e o Mar, Horta Orgânica e Por um Mundo Sustentável. As estratégias acontecem por meio de conversas, exposição de conceitos e saídas de campo, além de oficinas pedagógicas com participação ativa dos alunos no processo de criação e experimentação. Os agendamentos podem ser realizados pelo telefone (48) 3346-6919 ou por e-mailambientalescoladomar@pmsj.sc.gov.br.
Fotos: SME-SCE

terça-feira, 22 de março de 2016

Dia Mundial da Água

No dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.


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A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.
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Os Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a dedicar o Dia a atividades concretas que promovessem a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações da Agenda 21.
No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.
A água é um bem precioso e insubstituível. É um elemento da natureza, um recurso natural. Na natureza podemos encontrar a água em três estados: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido. Ainda classificando a água ela pode ser: doce, salobra e salgada.
É de domínio público e de vital importância para a existência da própria vida na Terra. A água é um recurso natural que propicia saúde, conforto e riqueza ao homem, por meio de seus incontáveis usos, dos quais se destacam o abastecimento das populações, a irrigação, a produção de energia, o lazer, a navegação.
De acordo com a “Gestão dos Recursos Naturais da Agenda 21, a água pode ainda assumir funções básicas, como:
  • Biológica: constituição celular de animais e vegetais.
  • Natural: meio de vida e elemento integrante dos ecossistemas.
  • Técnica: aproveitada pelo homem através das propriedades hidrostática, hidrodinâmica, termodinâmica entre outros fatores para a produção.
  • Simbólica: valores culturais e sociais.
Muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável. O Brasil é um país privilegiado, pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontram o maior rio do mundo - o Amazonas - e o maior reservatório de água subterrânea do planeta - o Sistema Aqüífero Guarani.
No entanto, essa água está mal distribuída: 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país. Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.
Mas, ainda assim, não se chega nem próximo à situação de países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, onde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos.  Em todo o mundo, domina uma cultura de desperdício de água, pois ainda se acredita que ela é um recurso natural ilimitado. O que se deve saber é que apesar de haver 1,3 milhão de km\3 livre na Terra, segundo dados do Ministério Público Federal, nem sequer 1% desse total pode ser economicamente utilizado, sendo que 97% dessa água se encontra em áreas subterrâneas, formando os aqüíferos, ainda inacessíveis pelas tecnologias existentes. 
Políticas públicas e um melhor gerenciamento dos recursos hídricos em todos os países tornam-se hoje essenciais para a manutenção da qualidade de vida dos povos. Se o problema de escassez já existente em algumas regiões não for resolvido, ele se tornará um entrave à continuidade do desenvolvimento do país, resultando em problemas sociais, de saúde, entre outros. 
O país está tomando medidas concretas para impedir esse futuro, entre elas a criação da Agência Nacional de Águas, a sobreposição do rio São Francisco, adoção de técnicas de reuso de água e construção de infra-estrutura de saneamento, já que hoje 90% do esgoto produzido no país é despejado em rios, lagos e mares sem nenhum tratamento.
Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Assim sendo, o rápido crescimento da população mundial e a crescente poluição, causado também pela industrialização, torna a água o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo.
Para cada 1.000 litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Segundo a ONU, parece estar cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nos países em desenvolvimento. Dados do International Water Management Institute - IWMI mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhão de pessoas de diversos países deverão viver em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Diante dessa constatação, cabe lembrar que a água limpa e acessível se constitui em um elemento indispensável para a vida humana e que, para se tê-la no futuro, é preciso protegê-la para evitar o futuro caótico previsto para a humanidade, quando homens de todos os continentes travarão guerras em busca de um elemento antes tão abundante: a água. 
Devido à grande expansão urbanística, a industrialização, a agricultura e a pecuária intensivas e ainda à produção de energia elétrica - que estão estreitamente associadas à elevação do nível de vida e ao crescimento populacional - crescentes quantidades de água passaram a ser exigidas.
As crescentes necessidades de água, a limitação dos recursos hídricos, os conflitos entre alguns usos e os prejuízos causados pelo excesso de água exigem um planejamento bem elaborado pelos órgãos governamentais, estaduais e municipais, visando técnicas de melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Além das responsabilidades públicas, cada cidadão tem o direito de usufruir da água mas o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente, sem desperdícios, assim dando o valor devido à água.

Use a água racionalmente, a fonte não pode secar!

Fonte:Redação Ambiente Brasil.Acesso em: 22 Mar. 2016.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Precisamos de mais ambição para o planeta não aquecer 2°C, diz ONU

Relatório lançado hoje sobre metas dos países para a COP 21 mostra que estamos no caminho certo, mas falta ambição no corte de emissões



Voluntários no Dia de Ação Global pelo Clima mostram o que fazem para colaborar com o planeta (©Greenpeace)
Nesta sexta-feira, dia 30 de outubro, a ONU lança uma análise dos compromissos assumidos por todos seus países-membro para a COP 21 – importante conferência que começa em um mês, e que deverá gerar um novo acordo global para combater as mudanças climáticas.
O relatório indica que vamos na direção certa, mas a soma dos esforços apresentados ainda é insuficiente para evitar que o mundo aqueça mais do que 2°C – limite máximo para não enfrentarmos consequências drásticas e imprevisiveis. Esse teto de dois graus é um consenso tanto entre governantes quanto cientistas.
Os principais destaques do relatório são:
  • No atual ritmo de emissão de gases de efeito estufa, que são a causa das mudanças climáticas, aqueceríamos o mundo entre 4°C e 5°C. Contudo, se todos os países cumprirem os compromissos que já apresentaram para a COP 21 conseguiremos ficar abaixo dos 3°C.
  • Apesar de países terem sido solicitados a apresentar metas para 2025 e/ou 2030, metade deles foi além e também apresentou planos para datas mais distantes. Isso é importante já que compromissos de longo prazo são cruciais para a questão das mudanças climáticas.
  • Apenas um quarto dos compromissos de redução de emissões são condicionados ao recebimento de apoio financeiro ou técnico por outros países. Ou seja, o caminho para as ações é mais livre uma vez que a maioria dos esforços é independente de contrapartidas.
  • A transição rumo a uma economia de baixa intensidade de emissões de gases de efeito estufa é nítida. Cada vez mais os países investem na chamada “economia de baixo carbono”.
“Os países poderiam fazer mais”, diz Martin Kaiser, coordenador do Greenpeace Internacional para política climática. Apesar do progresso indicado pelas propostas apresentadas ser relevante, para que não superemos os 2°C “o acordo que sairá da COP 21 precisa incluir um mecanismo para que os países elevem sua ambição o quanto antes. E precisam indicar claramente que há compromisso com um mundo de energias limpas e renováveis, sem combustéveis fósseis como petróleo e carvão”, completa Kaiser.
O governo brasileiro, que decepcionou ao apresentar compromissos permitindo um amplo desmatamento de nossas florestas, ainda tem um papel importante a desempenhar nas negociações. “O Brasil é um dos países que tem defendido que as metas nacionais sejam revistas a cada 5 anos, quando os governos também devem aumentar as ambições. É fundamental que isso esteja no texto final do acordo”, diz Pedro Telles, coordenador do projeto de Mudanças Climáticas do Greenpeace Brasil. “Seguindo a linha da promessa que a presidente Dilma Rousseff já fez – de que o país descarbonizará sua economia ao longo do século – também é importante que nossos negociadores defendam a existência de uma meta de longo prazo. Termos 100% de energias renováveis até 2050 é crucial”.
Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Precisamos-de-mais-ambicao-para-o-planeta-nao-aquecer-2C-diz-ONU/
Acesso em: 11 de Nov. 2014.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Plástico, o “alimento” mais ingerido no mundo marinho





Já sabemos que a poluição no ambiente marinho é tão grande que chega formar um ‘mar de plástico’ nos oceanos. Sabemos também que 80% desse plástico vem do continente, devido à má gestão de lixo, onde o plástico acaba nos corpos d’água e devido ao ciclo natural da água, vai parar nos mares e oceanos. Também sabemos que o tempo médio para que este material se decomponha no meio ambiente é de 100 a 400 anos. Mas mesmo sabendo de tudo isso, a presença do plástico nos oceanos tem aumentado a cada ano.
O plástico é um produto sintético feito de polímeros e longas cadeias de carbono e outros produtos, então, é fruto do petróleo. Basicamente 90% dos produtos que usamos no dia-a-dia possuem algum item de plástico, como computadores, utensílios domésticos (copos, garfos, eletrodomésticos), garrafas de bebidas e embalagens de diversos produtos, sacolas, brinquedos, DVDs e até alguns tecidos. Somos dependentes do plástico e seus derivados.
A utilidade do plástico facilita (e muito) a vida moderna. Mas quando esse material chega onde não deveria estar – no meio ambiente – começa então uma sequência de prejuízos para os animais que dependem do ambiente marinho para sobreviver.
Muitos animais confundem o plástico que bóia na superfície ou na coluna d’água com alimento (peixe, alga, medusa) e acabam ingerindo esses produtos. Plásticos com forma pontuda podem matar pássaros, mamíferos e tartarugas perfurando seus órgãos internos. Alguns animais comem tanto plástico que sobra pouco espaço para a comida ‘de verdade’, o que afeta seu peso corporal, causando desnutrição e muitas vezes, a morte. O plástico também mata através do sufocamento, milhares de animais ficam presos em redes de pesca fantasma e acabam morrendo asfixiados. Outra forma de matar do plástico é através da toxicidade, quando quebrado em moléculas menores no processo de decomposição, o plástico transforma-se em moléculas extremamente tóxicas e até cancerígenas.
Um estudo recente mostrou que existe tanto plástico flutuando nos oceanos que 90% das aves marinhas já consumiram plástico em algum momento de suas vidas, e TODAS estarão consumindo plástico até o ano 2050.  Ainda nesse estudo, os cientistas afirmaram que a produção mundial de plástico dobra a cada 11 anos. Assim, nos próximos 11 anos estaremos produzindo em um ano, a mesma quantidade de plástico que produzimos desde que este produto foi inventado.
Parece que entramos em colapso e o homem age como se não precisasse do mar e do alimento que ele oferece para sobreviver. Pobres animais marinhos, pobre homem.
Lixo Marinho e Plastico2
Foto: http://coastalcare.org/2009/11/plastic-pollution/
Lixo Marinho e Plastico3













Fonte: http://sustentahabilidade.com/plastico-o-alimento-mais-ingerido-no-mundo-marinho/ 
Acesso em: 06 de  Nov. 2015.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Da irrigação à geração de energia: relatório da ONU destaca o valor das águas residuais como recurso

Elas podem funcionar como fertilizantes - e vários países já fazem uso de técnicas

Imagem: CIAT|Flickr
Os 330 quilômetros cúbicos de águas residuais (popularmente conhecidas como a parte líquida do esgoto) municipais produzidos globalmente a cada ano são suficientes para irrigar 40 milhões de hectares – o equivalente a 15% de toda a terra irrigada atualmente – ou para alimentar 130 milhões de lares através da geração de energia por biogás, concluiu relatório da ONU.
O relatório, intitulado "Saneamento, Gestão de Águas Residuais e Sustentabilidade: da Eliminação de Resíduos à Recuperação de Recursos", publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pelo Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI, na sigla em inglês), dá uma visão geral do atual conhecimento e prática na gestão de águas residuais e demonstra as oportunidades de recuperação e reutilização dos recursos encontrados nos fluxos de resíduos domésticos: na agricultura, na produção de energia e outras aplicações.
As águas residuais municipais produzidas no mundo todo contêm o equivalente a 25% do nitrogênio e 15% do fósforo aplicados como fertilizantes químicos. Também podem transportar grandes quantidades de ferro, cloreto, boro, cobre e zinco. Em apenas um dia, uma cidade com 10 milhões de habitantes libera nitrogênio, fósforo e potássio suficientes para fertilizar cerca de 500 mil hectares de terras agrícolas.
Uma abordagem mais circular para essa questão contribuiria significativamente para a conquista da recentemente adotada Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030. Além de acelerar o progresso rumo ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6, que é garantir água e saneamento para todos, o reúso e a recuperação dos recursos de águas residuais poderiam trazer vastos benefícios sociais e econômicos, avançando em muitos outros ODS.
Por exemplo, na Índia, o Banco Mundial estima que o saneamento adequado poderia gerar uma economia de US$ 54 bilhões por ano, através do corte de custos com saúde e abastecimento de água. Na capital da República do Laos, Vientiane, as águas residuais poderiam produzir biogás suficiente para permitir 10 mil quilômetros de viagens de ônibus por dia.
O valor diário de nutrientes das águas residuais produzidas por cidades da costa da Índia foi estimado em US$ 17,5 milhões. Outro estudo calculou que os elementos encontrados nas águas residuais urbanas nos Estados Unidos, incluindo prata e outro, tiveram um valor econômico de US$ 280 por tonelada de lodo.
O relatório PNUMA/SEI recomenda que seja criado um sistema de gerenciamento sustentável para o saneamento e para as águas residuais, que seja técnico, cultural e institucionalmente apropriado, viável economicamente e resistente a desastres.
O estudo também demonstra como os desafios culturais podem ser resolvidos. Por exemplo, em Ouagadougou, Burkina Faso, a urina recebe outro nome e é “reembalada” depois do armazenamento, para mostrar claramente que o produto se transformou de um resíduo para um fertilizante. Em El Alto, na Bolívia, ervas foram adicionadas para tratar a urina como medida de coloração e desodorização.
Em Holo, na Suécia, a baixa densidade populacional tornou o tratamento centralizado de efluentes inviável financeiramente, portanto, uma cooperação única entre a concessionária, as autoridades locais, a sociedade de pesquisa e a comunidade agrícola desenvolveu uma política de reciclagem de baixo custo que produz fertilizantes e reduz a poluição, usando uma mistura de infraestrutura, tecnologia patenteada de água negra, consciência social e certificação.
Fonte: Pnuma
Acesso em: 03 de Nov de 2015

Onze documentários para construir um novo olhar sobre a questão ambiental

Documentários que vão te fazer repensar seu papel no meio ambiente, o impacto de suas ações e impelir mudanças em seus hábitos

Documentários
Como dizia o ditado, "uma imagem vale mais do que mil palavras”. Documentários, apesar de terem a premissa de retratarem a "realidade", também são filmes e, portanto, construções audiovisuais que a mostram a partir de certos pontos de vista. Mesmo assim, eles podem ter o poder de sensibilizar o espectador ao mesmo tempo em que informam. O poder da imagem e a combinação com uma boa direção podem fazer com que as pessoas percebam a dimensão de questões que não aparecem tanto no dia a dia. Às vezes, matérias de sites e jornais não mostram, por exemplo, os efeitos de ações não amigáveis ao meio ambiente de forma sensorial; mas após ouvir e assistir ao impactante conjunto de sons e imagens, é difícil não se sentir mais envolvido com a causa. Se você tem interesse em mudar sua postura, um bom início é ter contato com esse universo de boas produções que também podem ser informativas.
Existem grandes documentários sobre causas ambientais e aqui você irá conferir uma lista de alguns deles:

O Sal da Terra (2014)

O documentário, dirigido pelo alemão Wim Wenders e pelo brasileiro Juliano Salgado, retrata a trajetória do renomado fotojornalista Sebastião Salgado. O fotógrafo se debruçou em sua carreira pelas questões sociais e ambientais. O documentário conta, por meio das sensíveis imagens captadas pelo olhar de Sebastião, um pouco da história do homem e seu impacto sobre o planeta. Também mostra a faceta exploratória de recursos naturais, a relação de diversas civilizações com a natureza e a guerra, além da magnitude da natureza. As imagens da série Gênesis são o resultado de uma expedição épica redescobrindo montanhas, desertos e oceanos, animais e povos que se mantêm aparentemente intocados da marca da sociedade moderna. Além disso, o documentário conta sobre a história do Instituto Terra, de Salgado e de sua esposa, que surgiu com o objetivo de recuperar a Mata Atlântica original na antiga fazenda de gado de sua família. O sonho e o projeto expostos no documentário expressam o pensamento de que a destruição da natureza pode ser revertida.

Koyaanisqatsi (1982)

Na língua hopi, Koyaanisqatsi significa "vida maluca, vida em turbilhão, vida fora de equilíbrio, vida se desintegrando, um estado de vida que pede uma outra maneira de se viver". O documentário, dirigido por Godfrey Reggio e orquestrado por Philip Gass, expõe a relação da humanidade com a natureza de modo crítico e questionador. Por meio de linguagem poética, ele constrói um diálogo sobre o impacto do ser humano no meio ambiente com imagens em câmera lenta e em time-lapse, sem uso de diálogo ou narração. Koyaanisqatsi é o primeiro filme da trilogia Qatsi, toda dedicada aos diferentes aspectos das relações entre humanos, natureza e tecnologia.

Home (2009)

Dirigido pelo jornalista, fotógrafo e ambientalista Yann Arthus-Bertrand, o flime conta com imagens aéreas monumentais de diversos lugares da terra. Uma frase marcante do filme, que reflete sua intenção é: “O nosso ecossistema não tem fronteiras. Onde quer que estejamos, as nossas ações terão repercussões”.  A narração insere questões ambientais que dialogam com as paisagens: a evolução histórica dos seres humanos, a industrialização, a agricultura, a descoberta do petróleo, as extrações de minerais, os hábitos de consumo criados e principalmente os impactos que estamos vivendo e viveremos em decorrência disso. 

2012 - Time for Change (2010)

A produção, dirigida por João Amorim, acompanha o jornalista americano Daniel Pinchbeck, autor do bestseller "2012: The Return of Quetzalcoatl". Ele expõe as questões ambientais por um paradigma que mescla a sabedoria tradicional de culturas tribais e o método científico. O documentário tem entrevistas de personalidades como Sting, David Lynch, Paul Stamets, Gilberto Gil, entre outros. O documentário passa a mensagem de que um dos principais empecilhos para a mudança da situação de degradação da natureza é a consciência individual. Para evitar uma catástrofe mundial, todas as pessoas devem estar dispostas a fazer grandes mudanças em seus hábitos diários e abrir mão de certos confortos, em nome de um bem maior. O documentário discute experiências de meditação, a importância de construções sustentáveis, o movimento de contracultura e alternativas ecológicas para o dia a dia.

Virunga (2014)

O documentário, dirigido por Orlando von Einsiedel e produzido por Leonardo Di Caprio, mostra de forma emocionante a coragem e esforço de homens comprometidos com a conservação ambiental. Eles são um pequeno grupo de guardas florestais que protegem Virunga, o mais antigo parque nacional da África, na República Democrática do Congo. As florestas do parque abrigam os últimos 800 gorilas da montanha do planeta, grandes jazidas minerais e uma enorme biodiversidade. Dispostos a sacrificar a vida pelo Virunga, os guardas enfrentam constantes investidas de paramilitares, caçadores e mineradoras.

Mission Blue (2014)

Dirigido por Robert Nixon e Fisher Stevens, Mission Blue se assemelha a O Sal da Terra, por também contar a biografia de uma grande personalidade tendo também o objetivo muito maior - que é a conscientização ambiental. Ele mostra a biografia da renomada bióloga marinha Sylvia Earle e ao mesmo tempo faz importantes denúncias sobre a condição dos oceanos. Os avanços dos impactos das ações humanas nos oceanos e a importância destes para o equilíbrio do planeta são os focos do documentário.

Chasing Ice (2012)

Muito se fala sobre o aquecimento global, mas poucas pessoas realmente têm noção dos efeitos que já atingem nosso planeta. Se você é uma dessas pessoas que não se convence pelas tabelas, gráficos e números disponíveis sobre o assunto, assista ao documentário Chasing Ice, dirigido por Jeff Orlowski. O filme mostra a expedição do fotógrafo James Balog ao Ártico. O premiado fotógrafo recebeu o desafio da publicação National Geographic de retratar os efeitos da mudança climática no planeta. Para isso, ele desenvolveu o projeto “Extreme Ice Survey” (Pesquisa Radical no Gelo): posicionou câmeras resistentes em locais perigosos para produzir imagens do derretimento durante alguns anos. Com o efeito de time-lapse é possível observar as mudanças drásticas nas geleiras. 

Mataram Irmã Dorothy (2007)

O documentário, dirigido por Daniel Junge, mostra o desafio que é ser ativista da causa ambiental na Amazônia. Para isso, a morte da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang e as questões que envolvem o julgamento do crime são contadas. Ela vivia no Pará para ajudar a colocar em prática o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e lutou contra o desmatamento da Amazônia. Uma questão que fica clara no documentário é a indiferença à realidade diária da região amazônica: a luta sangrenta pela terra enquanto a floresta nativa é destruída para dar origem a pasto para gado.

Cowspiracy (2014)

O filme nasceu na mente do cineasta Kip Andersen após ele se deparar com dados oficiais da ONU que informavam que a agricultura animal tem emissões de gases superior a todo o setor de transportes (carros, caminhões, trens, navios e aviões). Além disso, ficou intrigado com o fato de grandes ONGs ambientalistas ignorarem a causa número um da destruição do planeta. Se você se preocupa com emissões de gases, desmatamento e consumo de água deve se preparar para os dados alarmantes da degradação ambiental decorrente da indústria agropecuária denunciados pelo documentário.

Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo (2012)

"Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo", dirigido por Candida Brady e com com o atorJeremy Irons no elenco, aborda não apenas a questão do lixo em si, mas também o destino dos resíduos. O filme é dividido em três partes: avaliação, solução (errada) e a tomada de uma decisão mais correta. Percorrendo todo hemisfério norte, Irons mostra como diversos governos tratam a questão do lixo, além expor curiosidades e algum conteúdo aprofundado sobre ecologia.

In Transition 2.0 (2012)

"In Transition 2.0" retrata o movimento Transition, propõe respostas em pequena escala de comunidades nas áreas de alimentação, transporte, energia, educação, lixo, artes etc. A produção mostra histórias de pessoas comuns que têm feito coisas extraordinárias no mundo todo. Exemplos são comunidades que imprimem o próprio dinheiro, que cultivam suas comidas, transformando suas economias em locais, e criando centrais elétricas para a comunidade.
Fonte: Green Savers

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Jardim Botânico comemora Dia da Árvore e início da Primavera com plantio de árvores



A iniciativa visa destacar a importância das espécies para a sustentabilidade ambiental do município

O Jardim Botânico Municipal de São José comemora o Dia da Árvore, celebrado no dia 21 de setembro, e o início da Primavera nesta quarta-feira (23). Para marcar das datas, será realizado o plantio de árvores frutíferas, a partir das 14 horas, nas dependências da própria unidade, localizada no bairro Potecas.

Serão plantadas 55 mudas simbolizando cada um dos funcionários vinculados à Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (FMADS). A escolha das espécies foi baseada em critérios como as espécies representativas da região e clima, a inclusão de espécies, além da recuperação e enriquecimento paisagístico das áreas da preservação permanente e institucional.
Entre as árvores que serão plantadas estão a pitanga, araçá, guabiroba, cereja-do-mato, grumixama, baga de macaco, pessegueiro do mato, uvaia, carambola e palmito juçara. As espécies escolhidas possuem características semelhantes à área a ser reflorestada, contribuição para maior humanização do Jardim Botânico. A ideia é colaborar ainda com a recuperação e presença de aves no Bioma Mata Atlântica.
Segundo o diretor do Jardim Botânico, Sérgio Stähelin, o objetivo da Fundação também é valorizar as datas comemorativas do calendário ecológico, estimular os funcionários a valorizarem o espaço e a importância das espécies para a sustentabilidade ambiental da região. “O enriquecimento florestal das áreas do entorno da sede administrativa ocorre por meio das árvores que passam a compor o Jardim Botânico recebendo registro próprio dentro das coleções vivas”, assinala Sérgio. 
Ainda dentro das comemorações do Dia da Árvore, na última segunda-feira (21), a Fundação do Meio Ambiente doou 200 mudas de árvores que foram distribuídas pelo Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina durante o Seminário de Gestão Hídrica que ocorreu na sede da EPAGRI.
Foto: Daniel Pereira - Secom/PMSJ